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No sé

Francisco Petrônio

Não Sei

Minha boca o seu nome não revela
Que eu soluce o destino assim o quer
Todo mundo pergunta quem é ela
E eu não digo quem é essa mulher

Eu não digo que cor tem seus cabelos
E não digo que cor tem seu olhar
Pois num verso de amor para dizê-lo
Só se eu quisesse mais me torturar

Se cantando eu dissesse aqui seu nome
Revelava este amor que hei de guardar
Este amor tão voraz que me consome
E eu não quero e não posso revelar

Como sofre calada a alma ferida
A lembrar a mulher que eu não beijei
O seu nome guardarei por toda a vida
Se ela guarda o meu nome, isso não sei

Eu não digo que cor tem seus cabelos
E não digo que cor tem seu olhar
Pois num verso de amor para dizê-lo
Só se eu quisesse mais me torturar

No sé

Mi boca no revela tu nombre
Que sollozo el destino así lo quiere
Todos preguntan quién es ella
Y yo no digo quién es esa mujer

No digo de qué color son tus cabellos
Y no digo de qué color es tu mirada
Porque en un verso de amor para decirlo
Solo si quisiera torturarme más

Si cantando dijera aquí tu nombre
Revelaría este amor que debo guardar
Este amor tan voraz que me consume
Y no quiero y no puedo revelar

Cómo sufre en silencio el alma herida
Recordando a la mujer que no besé
Tu nombre guardaré por toda la vida
Si ella guarda el mío, eso no sé

No digo de qué color son tus cabellos
Y no digo de qué color es tu mirada
Porque en un verso de amor para decirlo
Solo si quisiera torturarme más

Escrita por: Francisco Alves / Orestes Barbosa