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Estoy orgulloso de ser espeso

Francisco Vargas

Sinto Orgulho de Ser Grosso

Não como gato por lebre, nem danço marcha por xote
Já deixei de ser boi manso só pra não pisar o cangote
De louco só tenho o gesto, de burro só tenho o trote
Tem mulher igual a cobra sempre pronta pra dar o bote
Não me casei sou amasiado
Também não fui batizado pelas mãos do sacerdote

O mundo foi minha escola só nunca li o catecismo
Mas desenho a terra em rima em versos de repentismo
Tem muito gaúcho gay, falando em regionalismo
De brinco, bombacha e tênis, diz que canta o nativismo
De brabo estou me mordendo
Ver um roqueiro destorcendo nosso puro bagualismo

Eu já fui apelidado macho da caranca feia
E nunca fui apertado por égua que se boleia
Matungo que nega estribo, sento o mango na orelha
Me escondo atrás de um facão na cabo de uma peleia
Já rolei que nem cigano
Três ou quatro brigadiano não me levam pra cadeia

Com minhas armas na mão com meia dúzia eu retoço
E já dei talho de palmo de ficar alumiando os osso
Reconheço que sou um grosso, a palavra do gildo endosso
Nativista e sertanejo metendo a mão no que é nosso
Artista nenhum invejo
E quando mais me farquejam, ai mesmo é que eu engrosso

Estoy orgulloso de ser espeso

Yo no como puerco en un poke, ni bailo marchas por xote
He dejado de ser buey manso para no pisar la nuca
Para loco solo tengo el gesto, para burro solo tengo el trote
Hay mujeres como serpientes, siempre listas para saltar
No me casé, estoy enamorado
Ni fui bautizado por manos del sacerdote

El mundo era mi escuela, simplemente nunca leí el catecismo
Pero dibujo la tierra en rima en versos de lo repentino
Hay muchos gays gauchos hablando de regionalismo
Con aretes, bombas y tenis, dice que canta sobre el nativismo
me estoy mordiendo
Ver un rockero desenroscando nuestro bagualismo puro

Ya me han apodado varón de cara fea
Y nunca he sido exprimido por una yegua que hace autostop
Matungo que niega estribo, le siento el mango en la oreja
me escondo detrás de un machete en el mango de una pelea
Ya rodé como un gitano
Tres o cuatro brigadianos no me lleven a la carcel

Con mis armas en la mano con media docena estoy de vuelta
Y ya corté una palma para iluminar los huesos
reconozco que soy un grueso, la palabra del aval de gildo
Nativista y sertanejo metiendo mano en lo nuestro
artista sin envidia
Y cuando más me huelen es cuando me espeso

Escrita por: Francisco Vargas