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Eu sempre volto (William Afton)

FrankOtato

Luzes falham, posso ouvir
Engrenagens tentam fugir
Cheiro de ferro, sangue no chão
Ecos presos na escuridão

Sussurros chamam meu nome outra vez
Mas eu já não sinto mais o que vocês sentem
Entre gritos e fios quebrados
Eu renasço, nos erros do passado

Sombras rastejam, pelo corredor
Memórias gritam, sentem dor
Cada passo ecoa em mim
Como um aviso, do meu fim

Eu construí esse lugar
Pra dar vida, pra encantar
Mas por trás do sorriso artificial
Se escondia algo, anormal

Risos falsos, plateia em pé
Ninguém via o que eu sei
Por trás das cortinas, da ilusão
Eu alimentava a escuridão

Olhos vazios, começaram a ver
Segredos que tentei esconder
Cada passo, cada falha
Virou parte da minha muralha

Eles confiaram, eu observei
Cada detalhe, eu planejei
Mas o destino, cobrou seu preço
E agora eu vivo, nesse excesso

E quando as luzes se apagaram
As vozes nunca mais calaram
O palco virou um altar
E eu, não pude mais parar

Portas fecham, não há saída
Minha sombra ganhou vida
O que era homem, se perdeu
No reflexo, que apodreceu

Correntes prendem, minha mente
Mas eu ainda estou presente
Entre carne, ferro e dor
Nasce algo, muito pior

Eu sempre volto, pode acreditar
Nem o tempo pode me apagar
Entre sombras, eu vou vagar
E no silêncio, vou te encontrar

Eu renasço, no mesmo lugar
Cada erro me fez piorar
Se você tenta me esquecer
Eu viro o medo, em você

Eles gritam, mas eu sou pior
A própria falha, o próprio horror
Fui eu que criei o fim
E agora ele vive em mim

Se existe um fim, eu não sei
Já encarei, e ultrapassei
Porque morrer não me levou
Só me quebrou, e me moldou

As paredes falam, eu posso ouvir
Crianças que nunca vão partir
Presas no tempo, presas em mim
Um ciclo eterno, sem ter fim

Relógios quebram, não há mais hora
O passado nunca vai embora
Cada segundo que eu vivi
Se transforma no que eu perdi

Máscaras caem, revelam dor
Cada criação, virou terror
O que era jogo, virou prisão
E eu sou o centro, da maldição

Tentei fugir, tentei negar
Mas não há como escapar
Quando o monstro, olha pra você
E você percebe, que é você

E no reflexo distorcido
Vejo o que fui, destruído
Mas ainda assim, continuo aqui
Porque o fim, não veio pra mim

Metal range, vida artificial
Mas o medo, é real
E no silêncio, posso ver
Tudo que me tornei, sem perceber

Vozes chamam, sem parar
Promessas que não posso quebrar
O que começou, com controle
Agora foge, e me consome

Eu sempre volto, pode acreditar
Nem o tempo pode me apagar
Entre sombras, eu vou vagar
E no silêncio, vou te encontrar

Eu renasço, no mesmo lugar
Cada erro me fez piorar
Se você tenta me esquecer
Eu viro o medo, em você

Eles gritam, mas eu sou pior
A própria falha, o próprio horror
Fui eu que criei o fim
E agora ele vive em mim

Se existe um fim, eu não sei
Já encarei, e ultrapassei
Porque morrer não me levou
Só me quebrou, e me moldou

Silêncio quebra vocês não vem
Não acabou
Você prometeu

Eu vi o fim, e continuei
Mesmo destruído, eu voltei
Porque o medo, me alimenta
E a culpa, nunca se ausenta

Vocês tentaram me apagar
Mas eu aprendi, a me recriar
Não sou humano, nem máquina mais
Sou o erro, que nunca se desfaz

Caminhando entre ruínas
Construindo novas rotinas
Mas tudo sempre leva ao mesmo lugar
Onde eu comecei, a me quebrar

E mesmo quando tudo cai
Algo em mim ainda sai
Das sombras, da dor, da prisão
Eu me refaço, na escuridão

Escrita por: Frankotato