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Parábolas de Viento

Gabi Terreiro

Parábolas de Vento

Tem dias que parece que o tempo não passa
Tem vezes que parece que passa até demais
Tem dias que eu me sinto em meio a desgraça
Tem vezes que eu me sinto bem, me sinto em paz

O tempo passa eu paro e penso onde é meu lugar
Escrevo letras, canto e encanto ao luar
Decanto o meu ser
Palavras pesadas
Tentando viver entre minhas mágoas

São parábolas de vento que por mim vão passar
A moral de cada história minha alma guardará
Difícil de expressar, difícil de compor
Difícil de esquecer os espinhos dessa flor

Aqui fora primavera cai, silenciosa
Silenciando pássaros, passados e prosas
Aqui fora primavera cai

Tem dias que parece que o tempo não passa
Tem vezes que parece que passa até demais
Tem dias que eu me sinto em meio a desgraça
Tem vezes que eu me sinto bem, me sinto em paz

Eu me sinto em paz, não aguento mais
Essas tretas e brigas sem cores
Competições e horrores
Coloquem mais flores
Nesse mundo digital aonde não existem dores

Valores corrompidos por aqui
Pessoas tão distantes de si
Não param pra ouvir
O tempo é curto, não vão refletir
Cada um em seu surto
Não param de rir

Na mente um tumulto, ideias e confusões
Tudo um insulto, pessoas e conclusões
São só meras confissões da minha mente já cansada
Tentando sobreviver a só mais uma madrugada

Antes que se trague, antes que seja tarde
Permitir a minha vida um sentimento de verdade
São muitas vaidades, pessoas de mentira
Cada um em sua grade querendo chorar poesia

Tem dias que parece que o tempo não passa
Tem vezes que parece que passa até demais
Tem dias que eu me sinto em meio a desgraça
Tem vezes que eu me sinto bem, me sinto em paz

Tem dias que parece que o tempo não passa
Tem vezes que parece que passa até demais
Tem dias que eu me sinto em meio a desgraça
Tem vezes que eu me sinto bem, me sinto em paz

Parábolas de Viento

Hay días que parece que el tiempo no avanza
A veces parece que avanza demasiado
Hay días que me siento en medio de la desgracia
A veces me siento bien, me siento en paz

El tiempo avanza, me detengo y pienso dónde está mi lugar
Escribo letras, canto y encanto a la luz de la luna
Declaro mi ser
Palabras pesadas
Intentando vivir entre mis penas

Son parábolas de viento que pasarán por mí
La moraleja de cada historia mi alma guardará
Difícil de expresar, difícil de componer
Difícil de olvidar las espinas de esta flor

Aquí afuera la primavera cae, silenciosa
Silenciando pájaros, pasados y prosas
Aquí afuera la primavera cae

Hay días que parece que el tiempo no avanza
A veces parece que avanza demasiado
Hay días que me siento en medio de la desgracia
A veces me siento bien, me siento en paz

Me siento en paz, no aguanto más
Estas peleas y discusiones sin colores
Competencias y horrores
Pongan más flores
En este mundo digital donde no existen dolores

Valores corrompidos por aquí
Personas tan distantes de sí mismas
No paran para escuchar
El tiempo es corto, no van a reflexionar
Cada uno en su locura
No paran de reír

En la mente un tumulto, ideas y confusiones
Todo un insulto, personas y conclusiones
Son solo simples confesiones de mi mente ya cansada
Intentando sobrevivir a solo una madrugada más

Antes de que se trague, antes de que sea tarde
Permitir a mi vida un sentimiento de verdad
Son muchas vanidades, personas falsas
Cada uno en su jaula queriendo llorar poesía

Hay días que parece que el tiempo no avanza
A veces parece que avanza demasiado
Hay días que me siento en medio de la desgracia
A veces me siento bien, me siento en paz

Hay días que parece que el tiempo no avanza
A veces parece que avanza demasiado
Hay días que me siento en medio de la desgracia
A veces me siento bien, me siento en paz

Escrita por: Gabi Terreiro / Theus Terreiro / Volp