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Jamoga

Gabriel Aragão

Jamoga

Eu andava atrás de pistas
Que pudessem me levar ao seu nome
E como estivesse a te perder de vista
Tinha medo de esquecer aonde
Eu costumava escrever cartas molhadas
Para que ninguém pudesse ler
Ninguém além de você

Então eu te encontrei pela terceira vez
Mas aquela também não era você
Eu me aproximei para poder ver
Qualquer coisa além da tez
Você costumava narrar a vida que levava
Certa de que meus votos estavam
No fundo dos meus olhos

Me diga

Onde fica o seu esconderijo? De quem nós estamos fugindo?
Estou começando a achar que você tinha razão
E agora eu tenho medo de soltar a sua mão

Nós éramos dois becos que se procuravam
Seguindo caminhos separados
Eu pensei que você tinha me culpado
Mas ninguém havia me trancado
Você era a única que eu poderia chamar
De única e ainda assim
Parei de chamar o seu nome

As coisas que nós fizemos
Da rua ao apartamento
Não foram apenas passos e voz
As coisas que nós fizemos
Da rua ao apartamento
Não foram apenas passos e

Onde está o seu esconderijo? De quem nós estamos fugindo?
Estou começando a achar que você tinha razão
E agora eu tenho medo de soltar a sua mão, não

De quem nós estamos fugindo?

Jamoga

Yo buscaba pistas
Que pudieran llevarme a tu nombre
Y como si te estuviera perdiendo de vista
Tenía miedo de olvidar dónde
Solía escribir cartas mojadas
Para que nadie pudiera leer
Nadie más que tú

Entonces te encontré por tercera vez
Pero esa tampoco eras tú
Me acerqué para poder ver
Algo más allá de la piel
Solías narrar la vida que llevabas
Segura de que mis votos estaban
En lo más profundo de mis ojos

Dime

¿Dónde está tu escondite? ¿De quién estamos huyendo?
Empiezo a pensar que tenías razón
Y ahora tengo miedo de soltar tu mano

Éramos dos callejones que se buscaban
Siguiendo caminos separados
Pensé que me habías culpado
Pero nadie me había encerrado
Eras la única a la que podía llamar
Única y aún así
Dejé de llamar tu nombre

Las cosas que hicimos
De la calle al apartamento
No fueron solo pasos y voz
Las cosas que hicimos
De la calle al apartamento
No fueron solo pasos y

¿Dónde está tu escondite? ¿De quién estamos huyendo?
Empiezo a pensar que tenías razón
Y ahora tengo miedo de soltar tu mano, no

¿De quién estamos huyendo?

Escrita por: Gabriel Aragão