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Reyes de São Paulo

Gabriel Aragão

Reis de São Paulo

Eu não sou rei, ele disse antes de cair
Eu não sou rei e eu não sou por um triz
Ontem eu conheci uns caras de São Paulo
Que pensam que podem me tratar como se fossem um

Eu quero ver aquilo que você disse que viu
Eu quero ver qual é a cor do sul do Brasil
Uma brisa de amor para os olhos
De quem passou a vida inteira apontada pro vazio

Eles sobrem depressa ao 215
Dizendo isso e aquilo, esbugalhados em esfinges
Dados viciados, discípulos de Hades
Os seus pais saem com garotas da nossa idade

Descalços, seus pés queimam no asfalto
Réus de um julgamento complacente e secundário
Se você ama as cervejas e os clichês
Não tenha medo e não se arrependa
Mascarado ou não, não deixe cair a prenda

Vamos embora antes que os reis cheguem aqui!
Vamos embora antes que os reis cheguem aqui!
Vamos embora antes das três
A minha pele está tão negra quanto a noite manda
Riscos e sovas, disse o burguês
Por favor, vamos embora antes que o Sol se ponha
A minha pele está tão negra quanto a noite manda
A minha pele está tão negra quanto a noite

Se o passado viesse
Em acordes menores
Me atingir com um tapa
Em acordes menores
Se o passado viesse
Em acordes menores
Me atingir com um tapa

Não há noite em São Paulo
Apenas meninas e mentiras com o devido cálculo
Perdido em revés com o mundo aos seus pés
Girando a chave de um convés você está
Em São Paulo

Reyes de São Paulo

No soy rey, dijo antes de caer
No soy rey y no estoy a punto de hacerlo
Ayer conocí a unos tipos de São Paulo
Que piensan que pueden tratarme como si fueran uno

Quiero ver lo que dijiste que viste
Quiero ver cuál es el color del sur de Brasil
Una brisa de amor para los ojos
De aquellos que pasaron la vida señalando al vacío

Rápidamente suben al 215
Diciendo esto y aquello, con los ojos saltones como esfinges
Dados trucados, discípulos de Hades
Sus padres salen con chicas de nuestra edad

Descalzos, sus pies arden en el asfalto
Reos de un juicio condescendiente y secundario
Si amas las cervezas y los clichés
No tengas miedo y no te arrepientas
Enmascarado o no, no dejes caer la prenda

¡Vámonos antes de que los reyes lleguen aquí!
¡Vámonos antes de que los reyes lleguen aquí!
¡Vámonos antes de las tres!
Mi piel está tan oscura como la noche manda
Riesgos y golpes, dijo el burgués
Por favor, vámonos antes de que se ponga el sol
Mi piel está tan oscura como la noche manda
Mi piel está tan oscura como la noche

Si el pasado viniera
En acordes menores
Golpeándome con un bofetón
En acordes menores
Si el pasado viniera
En acordes menores
Golpeándome con un bofetón

No hay noche en São Paulo
Solo chicas y mentiras con el cálculo adecuado
Perdido en un revés con el mundo a tus pies
Girando la llave de una cubierta, estás
En São Paulo

Escrita por: Gabriel Aragão