Bonito não é, nem chega aos pés
Do conto de fadas que a moça sinhou
Não foi por querer foi por convencer
De tanto forçar ele se acostumou
Não soltou
Água mole na pedra bateu
De tão dura a pedra cedeu
Ela achou que era amor, ele achou confortável e ficou
Não foi por amor, foi aquele domingo
De cama vazia, saudade dos filhos
Das mensagens de bom dia
Medo de morrer sozinho
Pressão da família
Foi tudo menos isso
Que chamam de amor
Não teve pedido, nem data marcada
Nem quer casar comigo
Nem beijo na escada
Em nome da solidão
E da carência
Não foi por amor
Foi por conveniência
Não foi por amor
Foi por conveniência
Não foi por amor
Foi por conveniência
Dá saudade daquela hidro borbulhando
E você me chamando, pra gente se amar
Da saudade do gosto do beijo
E daquele lugar
E volta e meia eu volto la sozinho
Eu tiro a roupa, eu choro e abro um vinho
E a roupa de cama pode até mudar
Mas juro que seu cheiro ainda tá lá
E volta e meia eu volto la sozinho
Eu tiro a roupa, eu choro e abro um vinho
Mas hoje a moça da cabine que adorava a gente
Com dó de mim falou, segue sua vida ele saiu
No carro da frente
Nas hoje a moça da cabine que adorava a gente
Com dó de mim falou, segue sua vida ele saiu
No carro da frente