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Foi Por Conveniência / Motel Afrodite

Gabriel Baticioto

Bonito não é, nem chega aos pés
Do conto de fadas que a moça sinhou
Não foi por querer foi por convencer
De tanto forçar ele se acostumou

Não soltou
Água mole na pedra bateu
De tão dura a pedra cedeu
Ela achou que era amor, ele achou confortável e ficou

Não foi por amor, foi aquele domingo
De cama vazia, saudade dos filhos
Das mensagens de bom dia

Medo de morrer sozinho
Pressão da família
Foi tudo menos isso

Que chamam de amor
Não teve pedido, nem data marcada
Nem quer casar comigo
Nem beijo na escada

Em nome da solidão
E da carência
Não foi por amor
Foi por conveniência

Não foi por amor
Foi por conveniência

Não foi por amor
Foi por conveniência

Dá saudade daquela hidro borbulhando
E você me chamando, pra gente se amar
Da saudade do gosto do beijo
E daquele lugar

E volta e meia eu volto la sozinho
Eu tiro a roupa, eu choro e abro um vinho
E a roupa de cama pode até mudar
Mas juro que seu cheiro ainda tá lá

E volta e meia eu volto la sozinho
Eu tiro a roupa, eu choro e abro um vinho
Mas hoje a moça da cabine que adorava a gente
Com dó de mim falou, segue sua vida ele saiu
No carro da frente

Nas hoje a moça da cabine que adorava a gente
Com dó de mim falou, segue sua vida ele saiu
No carro da frente

Escrita por: Marília Mendonça / Henrique Casttro / Elvis Elan / Douglas César