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Nuca

Gabriel Perelo

Nuca

Quando a sua mão tocava a minha
Não parecia isso tudo
Eu só sentia a minha pele
Dormente de tanto tocar

Quando a sua língua eu mastigava
Não parecia isso tudo
Era o gosto da aspereza
Molhada do seu paladar

Agora que teu corpo foge
Sinto saudade da sua nuca
De te cheirar até a morte
E sujar tudo de açúcar
Se derramando no sofá

Quando a sua mão tocava a minha
Não parecia isso tudo
Mas, por favor, chega mais perto
Pra do teu corpo eu me lembrar

Quando a sua língua eu mastigava
Não parecia isso tudo
Mas sinto falta do teu gosto
Quero a sua língua pra eu guardar

Agora que teu corpo foge
Sinto saudade da sua nuca
De te cheirar até a morte
E sujar tudo de açúcar
Se derramando no sofá

Agora que teu corpo foge
Sinto saudade da sua nuca
De te cheirar até a morte
Enquanto a gente se mistura
Fica difícil separar

Nuca

Cuando tu mano tocaba la mía
No parecía ser tan importante
Solo sentía mi piel
Entumecida de tanto tocar

Cuando tu lengua masticaba
No parecía ser tan importante
Era el sabor de la rudeza
Húmeda de tu paladar

Ahora que tu cuerpo se aleja
Extraño tu nuca
Oler tu aroma hasta la muerte
Y ensuciar todo con azúcar
Derramándose en el sofá

Cuando tu mano tocaba la mía
No parecía ser tan importante
Pero por favor, acércate más
Para recordar tu cuerpo

Cuando tu lengua masticaba
No parecía ser tan importante
Pero extraño tu sabor
Quiero guardar tu lengua

Ahora que tu cuerpo se aleja
Extraño tu nuca
Oler tu aroma hasta la muerte
Y ensuciar todo con azúcar
Derramándose en el sofá

Ahora que tu cuerpo se aleja
Extraño tu nuca
Oler tu aroma hasta la muerte
Mientras nos mezclamos
Es difícil separarnos

Escrita por: Gabriel Perelo