Prolixo
Tá vendo a chuva ou sou só eu?
Cê sente o vento
Bagunçar os cabelos seus?
Gosto tanto da tua calma
Gosto tanto da tua alma
No silêncio, ainda é cedo
E ter de me enfrentar que tenho medo
Quando amanhecer
Se convém submergir
Se convém se reinventar
Se convém o singular
Eu desato os meus nós
Mas temo
Mas temo
Eu me fiz conveniência
Tal como a chuva, passageira
Em dias que não durmo
Por dias que não como
Há dias não amo
Queria morar nesses nossos emaranhados fios
Mas onde essa saudade vai morar?
Se convém submergir
Se convém se reinventar
Se convém o singular
Eu desato os meus nós
Mas temo
Mas temo
Mas temo
Mas temo
Prolixo
¿Estás viendo la lluvia o soy solo yo?
¿Sientes el viento
Despeinar tus cabellos?
Me gusta tanto tu calma
Me gusta tanto tu alma
En el silencio, aún es temprano
Y tengo que enfrentarme al miedo
Cuando amanezca
Si conviene sumergirse
Si conviene reinventarse
Si conviene lo singular
Desato mis nudos
Pero temo
Pero temo
Me hice conveniencia
Como la lluvia, pasajera
En días que no duermo
Por días que no como
Hay días que no amo
Quisiera vivir en estos enredados hilos nuestros
Pero ¿dónde va a vivir esta añoranza?
Si conviene sumergirse
Si conviene reinventarse
Si conviene lo singular
Desato mis nudos
Pero temo
Pero temo
Pero temo
Pero temo