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Lígia

Gal Costa

Lígia

Eu nunca sonhei com você
Nunca fui ao cinema
Não gosto de samba
Não vou a Ipanema
Não gosto de chuva
Nem gosto de sol
E quando eu lhe telefonei
Desliguei, foi engano
Seu nome eu não sei
Esqueci no piano
As bobagens de amor
Que eu iria dizer
É, Lígia, Lígia

Eu nunca quis tê-la ao meu lado
Num fim de semana
Um chope gelado em Copacabana
Andar pela praia até o Leblon
E quando eu me apaixonei
Não passou de ilusão
O seu nome eu rasguei
Fiz um samba-canção
Das mentiras de amor
Que aprendi com você
É, Lígia, Lígia

E quando você me envolver
Nos seus braços serenos
Eu vou me render
Mas seus olhos morenos
Me metem mais medo
Que um raio de sol
É, Lígia, Lígia

Lígia

Nunca soñé contigo
Nunca fui al cine
No me gusta el samba
No voy a Ipanema
No me gusta la lluvia
Ni me gusta el sol
Y cuando te llamé por teléfono
Colgué, fue un error
Tu nombre no lo sé
Lo olvidé en el piano
Las tonterías de amor
Que iba a decir
Sí, Lígia, Lígia

Nunca quise tenerte a mi lado
En un fin de semana
Una cerveza fría en Copacabana
Caminar por la playa hasta Leblon
Y cuando me enamoré
No pasó de ilusión
Tu nombre lo rasgué
Hice una canción de samba
De las mentiras de amor
Que aprendí contigo
Sí, Lígia, Lígia

Y cuando me envuelvas
En tus brazos serenos
Me rendiré
Pero tus ojos morenos
Me dan más miedo
Que un rayo de sol
Sí, Lígia, Lígia

Escrita por: Antonio Carlos Jobim