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Baile de Saci

Galocantô

Baile de Saci

Não é que eu queira
Sempre ser do contra
Nem desconfio como São Tomé
Mas acontece que pr?a mim só conta
Quando se fala realmente do que é
Nunca se viu um mala cheia na cadeia
E nem sapinho em boca de siri
Não me recordo de qualquer sereia
Dizer samba no pé em baile de saci
Não meto o malho no trabalho
De baralho da sua cigana
Mas qualquer um que não se engana
De repente pode se enganar
Quem só viveu se alimentando
De esfiha e caldo de cana
Não pode agora vir menosprezar
O apimentado do meu vatapá
Você debocha
Porque eu não esbanjo
Não vem com falso ouro
Pr?a cima de mim
Pois o sapato
Do meu pé-de-anjo
Ainda tá barato
Pro meu querubim

Baile de Saci

No es que quiera
Siempre ir en contra
Ni desconfío como Santo Tomás
Pero resulta que para mí solo cuenta
Cuando se habla realmente de lo que es
Nunca se ha visto a un tipo lleno en la cárcel
Ni a un sapo en la boca de un cangrejo
No recuerdo a ninguna sirena
Diciendo samba en los pies en un baile de saci
No me meto con el trabajo
De cartas de tu gitana
Pero cualquiera que no se engaña
De repente puede equivocarse
Quien solo ha vivido alimentándose
De esfiha y jugo de caña
No puede ahora menospreciar
El picante de mi vatapá
Te burlas
Porque no derrocho
No vengas con falso oro
Encima de mí
Porque el zapato
De mi ángel
Todavía está barato
Para mi querubín

Escrita por: Toninho Geraes, Toninho Nascimento