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Valsa Rendeira

Galvão

Valsa Rendeira

Numa renda muito limpa
Costurei teu lindo nome
Sou tua mulher rendeira
Me ensinaste a namorar
Me pego a soletrar
O pano sempre que somes

Tateando no bordado
Meus olhos nos fios molhados
Sei são fibras resistentes
Poteando minha dor
Há sempre uma agulha
Em nosso amor

Hoje vejo minha caligrafia verde
Estampada no tecido
Adormecido pela sede

E pra alegrar meu coração
A toalha tatuada de saudade
É uma bandeirola de São João

Valsa Rendeira

En una tela muy limpia
Cosí tu hermoso nombre
Soy tu mujer tejedora
Me enseñaste a enamorar
Me encuentro deletreando
La tela cada vez que desapareces

Explorando en el bordado
Mis ojos en los hilos mojados
Sé que son fibras resistentes
Curando mi dolor
Siempre hay una aguja
En nuestro amor

Hoy veo mi caligrafía verde
Estampada en la tela
Adormecida por la sed

Y para alegrar mi corazón
El mantel tatuado de nostalgia
Es una banderita de San Juan

Escrita por: Galvão