Cunhã! Cunhã!
A tua voz na selva se agiganta e fala sobre nós
A energia dos tambores vibra intensa como o Sol
Chama, guerreira, teu povo e vem
Na força pra vencer
Tu és as cores da terra marcada
Na vida a florescer
Teu território, teu templo, é você
Tua presença vem a caminhar
Refletindo o vermelho do Sol
Abaetetuba, Guariní, Auá, Baquara, Nanbiquara, Etê
Consagrada na luta eterna
Na vitória reina teu nome
Aiyra Ibi Cunhã, mulher
Avançar!
Clareia a poranga encantada da aldeia
Acende o fogo rubro em Lua cheia
É dela, tudo é dela do lugar
Lampeja a voz, o passo forte da guerreira
Dissipando a cobiça que rasteja pela mata
Pelas águas do rio-mar, Aiyra Ibi Cunhã
Onça-pintada, deusa das matas, a terra fez assim
Pele encarnada, alma de arara, firma teu voo aqui
Cunhã-poranga da nação vermelha Parintintin
Viva teu povo, reluz o novo, a glória te faz feliz