Lembranças Costeiras
Bem tu disseste meu velho pai
Piá não deixe nunca a costa do uruguai
Minhas andanças por relembranças
Ficaram mansas onde a saudade me distrai
Meu cinamomos meus potros mouros
Do mamo a mano nas carreiras de campanha
Quincharam lerdos meus infinitos
Que ainda mocito encilhada à solidão
Que ano a ano a tranco largo
Anda penando emponchando à minha dor
O rio onde eu pescava surubi
As lides divididas que escolhi
Tantos chamamés que vivi
Os tempos que mudaram meu cantar
A pressa de sestear com as andorinhas
Rombeando a sonolência de um verão
Lonqueado aos cafundós a rabalheiros
Que aos poucos dispersaram o meu olhar
Recuerdos Costeros
Bien dijiste, mi viejo padre
Muchacho, nunca dejes la costa de Uruguay
Mis andanzas por recuerdos
Se volvieron mansos donde la nostalgia me distrae
Mis canelas, mis potros moros
Del mamón a mano en las carreras de campo
Descansaron lentos mis infinitos
Que aún joven cabalgaba en la soledad
Año tras año al trote largo
Anda penando abrazando mi dolor
El río donde pescaba surubí
Las tareas compartidas que elegí
Tantos chamamés que viví
Los tiempos que cambiaron mi canto
La prisa de descansar con las golondrinas
Rompiendo la somnolencia de un verano
Perdido en los cafetales a los trabajadores
Que poco a poco dispersaron mi mirada
Escrita por: Juliano Trindade Bonitinho / Mauro Morais