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Solo Por Causa Del Mono Aullador

Garotos de Ouro

Só Por Causa Do Bugio

Na minha terra quando tem festa no mato
Solta tudo quanto é caco só pra vê o bugio roncar
E o chinaredo logo de pronto se assanha
E a peonada só na canha se arrebanha pra bailar
Só por causa do bugio
Que passou na minha terra com sua gaita de botão
E tocou a noite inteira
Fazendo a peonada levantar poeira do chão
Esse fandango é num galpão de chão batido
Costaneira de cumprido com umas frestas pra arejar
E quando chove vira tudo num atoleiro
Solta barro no gaiteiro que não para de tocar
Lá pelas tantas serviram bolo de milho
Bolachinha de polvilho recarnado pra beber
Até fiambre de galinha enfarofada
Que fartura acumulada coisa igual eu tô pra ver

Solo Por Causa Del Mono Aullador

En mi tierra cuando hay fiesta en el monte
Suelta todo tipo de cachivaches solo para ver al mono aullador rugir
Y la gente se alborota de inmediato
Y la peonada solo en la caña se reúne para bailar
Solo por causa del mono aullador
Que pasó por mi tierra con su acordeón de botones
Y tocó toda la noche
Haciendo que la peonada levante polvo del suelo
Este baile es en un galpón de piso batido
Con paredes de tablas largas con algunas rendijas para ventilar
Y cuando llueve se convierte en un lodazal
Salpica barro en el acordeonista que no para de tocar
A altas horas sirvieron pastel de choclo
Galletitas de almidón tostado para beber
Incluso fiambre de pollo desmenuzado
Qué abundancia acumulada, algo así nunca he visto

Escrita por: Alexandre Jodelis / Jair de Oliveira / Luiz R. Escobar