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Domingo de Piedra y Cal

Geraldo Azevedo

Domingo de Pedra e Cal

Pisando na argamassa
Do que vai ser construído
Ao longo das avenidas
Olho passeio perdido
A golpes de pedra e cal
O horizonte ferido
A golpes de pedra e cal

Longe do mar vem São Paulo
Longe do mar minha dor
Se perto estou do meu peito
Muito mais do meu gemido
Do frio aqui contraído
Entre a cama e o cobertor

Estou distante dos olhos
Dos corações futuristas
Da quase total infância
Da mulata alegria
De todo cheiro da feira
Do coração de Luzia
Distante estou das ladeiras
Caminhar da colina

De todo cheiro da feira
Do coração de Luzia
Distante estou das ladeiras
Caminhar da colina

Pisando na argamassa
Do que vai ser construído
Ao longo das avenidas
Olho passeio perdido
A golpes de pedra e cal
O horizonte ferido
A golpes de pedra e cal

Domingo de Piedra y Cal

Pisando en el cemento
De lo que va a ser construido
A lo largo de las avenidas
Miro el paseo perdido
A golpes de piedra y cal
El horizonte herido
A golpes de piedra y cal

Lejos del mar viene São Paulo
Lejos del mar mi dolor
Si cerca estoy de mi pecho
Mucho más de mi gemido
Del frío aquí contraído
Entre la cama y el cobertor

Estoy distante de los ojos
De los corazones futuristas
De casi toda la infancia
De la alegría mulata
De todo el olor de la feria
Del corazón de Luzia
Lejos estoy de las laderas
Caminando por la colina

De todo el olor de la feria
Del corazón de Luzia
Lejos estoy de las laderas
Caminando por la colina

Pisando en el cemento
De lo que va a ser construido
A lo largo de las avenidas
Miro el paseo perdido
A golpes de piedra y cal
El horizonte herido
A golpes de piedra y cal

Escrita por: Geraldo Azevedo, Carlos Fernando