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Vuelos Claros

Geraldo Espíndola

Vôos Claros

Te soltei nos anéis dos meus olhos nus
Pra que me pudesses entrar
Pra que visses por dentro o amor
Que eu trago espalhado em mim.
Pra que possas saber que eu vim
Pelo menos mais esta vez
Te abrigar nos meus braços
Te saber não distante
Te querer mais que antes.
Vem voar entre as cores da solidão
Faz nascer teu afeto em mim
E se deixe em meu coração
E passeie tua nave nua
Por todo meu corpo feliz
Por conter entre o sangue
O fruto da espera tua.
Vou voar entre as praias do teu amor
Vou nascer como o sol à terra
Ser a vida que não se enterra
O meu corpo calado da paz
No teu beijo infinito
É capaz de me transformar
Em duas lágrimas azuis...

Vuelos Claros

Te solté en los anillos de mis ojos desnudos
Para que pudieras entrar en mí
Para que vieras por dentro el amor
Que llevo esparcido en mí.
Para que sepas que vine
Al menos una vez más
Abrigarte en mis brazos
Saber que no estás lejos
Quererte más que antes.
Ven a volar entre los colores de la soledad
Haz nacer tu afecto en mí
Y déjate en mi corazón
Y pasea tu nave desnuda
Por todo mi cuerpo feliz
Por contener entre la sangre
El fruto de tu espera.
Voy a volar entre las playas de tu amor
Voy a nacer como el sol en la tierra
Ser la vida que no se entierra
Mi cuerpo callado de paz
En tu beso infinito
Es capaz de transformarme
En dos lágrimas azules...

Escrita por: Antônio Mário Da Silva / Geraldo Espíndola