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Segundo Nichele

Gi Luersen

Segundo Nichele

Eu preciso dar vazão a essa parte quase inacessível do meu coração.
Carne e mais osso. Beijo podre mais longo, logo no seu pescoço quase infantil.
Que sempre está febril.

Nessa sexta-feira sob uma névoa, me foi alertado com desconfiança e toda a certeza.
Que eu não explodo quando rio. Não gargalho quando sorrio e finjo.
Segundo Nichele, devo me inteirar sobre os possíveis males que esse pássaro irá me causar, se eu insistir eu confortá-lo, sem estar habilitada a uma gargalhada.

Eu preciso dar vazão a essa parte quase inacessível do meu coração.
Carne e mais osso. Beijo podre mais longo, logo no seu pescoço quase infantil.
Que sempre está febril.

Segundo Nichele

Necesito liberar esa parte casi inaccesible de mi corazón.
Carne y hueso. Beso podrido más largo, justo en tu cuello casi infantil.
Siempre está febril.

En este viernes bajo una neblina, me advirtieron con desconfianza y total certeza.
Que no exploto cuando me río. No me carcajeo cuando sonrío y finjo.
Según Nichele, debo informarme sobre los posibles males que este pájaro me causará, si insisto en consolarlo, sin estar autorizada a reír a carcajadas.

Necesito liberar esa parte casi inaccesible de mi corazón.
Carne y hueso. Beso podrido más largo, justo en tu cuello casi infantil.
Siempre está febril.

Escrita por: Gi Luersen