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Amuletos

Gigi Trujillo

Balangandans

É justo, para se lamentar, a gente abrir mão de segundos preciosos
Que talvez nos trouxessem direto um para o outro?
É justo que um pote de ouro venha ao seu
Encontro (e ao meu)
E desencadeie pânico, paralisação, desastres, desculpas?
É justo te dar um beijo na boca a margem da testa, da fala
E da escrita, de uma represa uma festa?
É justo permitir que uma palavra desgovernada deixe minha boca
E aumente minha resistência a você?
Se uma pessoa só é uma maquina só
E se ela (provavelmente)
Canta, dança, pensa, treme
Aflita
Não será que tem respostas nas pontas dos dedos
- dados, balangandans no pensamento.
Que costumem nos acompanhar?

Amuletos

Es justo, para lamentarse, que renunciemos a segundos preciosos
Que tal vez nos hubieran llevado directamente uno al otro?
Es justo que un pote de oro venga hacia ti
( y hacia mí)
¿Y desencadene pánico, parálisis, desastres, disculpas?
¿Es justo darte un beso en la boca al borde de la frente, del habla
Y de la escritura, de una presa una fiesta?
¿Es justo permitir que una palabra descontrolada salga de mi boca
Y aumente mi resistencia hacia ti?
Si una persona sola es una máquina sola
Y si ella (probablemente)
Canta, baila, piensa, tiembla
Angustiada
¿No será que tiene respuestas en las puntas de los dedos
- dados, amuletos en el pensamiento.
Que suelen acompañarnos?

Escrita por: Maurício Pereira