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Boqueira (part. Naiara Azevedo)

Gil Mendes

Boqueira (part. Naiara Azevedo)

Seu cinismo me incomoda
Cê não merece um por cento do amor que eu te dei
Traz a conta parcial, garçom
Que a cota de perdão
Desse mocin cabou de vez

Se eu soubesse
Que ele era um vira-lata
Nem teria encostado
Meu corpo no seu
Caminhãozin de lixo que passa na rua
É mais limpinho do que você

Ô garçom bote um modão
E uma pinga pra eu tomar
Que eu não quero nem saber
Quem esse traste vai beijar
O meu desejo é que ele
Pegue uma boqueira
E que a rapariga não seja enfermeira

Boqueira (part. Naiara Azevedo)

Tu cinismo me molesta
No mereces ni un uno por ciento del amor que te di
Trae la cuenta parcial, mesero
Porque la cuota de perdón
De este muchacho se acabó de una vez

Si hubiera sabido
Que era un perro callejero
Ni siquiera me hubiera acercado
Mi cuerpo al tuyo
El camión de basura que pasa por la calle
Es más limpio que tú

Oye mesero, pon una canción de despecho
Y una copa de aguardiente para tomar
Porque no quiero ni enterarme
Con quién va a besar ese desgraciado
Mi deseo es que él
Agarre una infección en la boca
Y que la zorra no sea enfermera

Escrita por: Dyeguinho Silva