Admito, Eu Sou Pinguço
Admito eu sou pinguço
E pretendo viajar
Num mar de nuvens amarelas
Minha garrafa eu vou levar
Transbordando no alambique
Homens transformando a cana
Guardo em casa esse tesouro
Do lado da minha cama
Aprecio uma cachaça
Boa, brava e com sabor
Pura como o homem plantou
Essa branquinha é meu amor
Chego no bar peço um trago
O Tião fica contente
Tomo outra fico beudo
E banco toda essa gente
Na hora que eu vou embora
É uma tremenda gozação
Eu escoro na parede
E se tropico eu vou pro chão
Vou andando em zig zag
A calçada é corda bamba
Minha casa ficou longe
Porque eu errei de banda
Vou parando por aqui
No barraco eu já cheguei
Minha véia já ta braba
Xi, dancei
Admito, Soy Borracho
Admito que soy borracho
Y planeo viajar
En un mar de nubes amarillas
Mi botella voy a llevar
Desbordando en el alambique
Hombres transformando la caña
Guardo en casa ese tesoro
Al lado de mi cama
Disfruto de una cachaça
Buena, fuerte y con sabor
Pura como la plantó el hombre
Esa blanquita es mi amor
Llego al bar pido un trago
El Tião se pone contento
Tomo otro y me embriago
Y me hago parte de este cuento
Cuando me voy de ahí
Es una tremenda broma
Me apoyo en la pared
Y si tropiezo, voy al suelo
Voy caminando en zig zag
La acera es una cuerda floja
Mi casa quedó lejos
Porque me equivoqué de rumbo
Voy parando por aquí
Ya llegué al barraco
Mi vieja ya está enojada
Uy, ya valí.
Escrita por: Edison O. Gil Filho, Carlos E. Paulino, Cyntia C. Gil Paulino