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Abre el chico de los ojos

Gildo de Freitas

Abre o Olho Rapaz

(Teixeira anda dizendo que quando matei uma Jibóia
Eu entrei pela boca da cobra e
Sai lá nem sei por donde seu)

Essa historia de Jibóia
Que o Teixeira tem contado
Que a Jibóia me engoliu
Mas não foi por descuidado
Ela abriu-se eu saltei dentro
Depois cheguei lá no centro
Pra descansar um bocado
Mas naquela mesma hora
Ela abriu-se eu saltei fora
Mas, porém do mesmo lado

(Comigo não têm esse negocio de entrar em picada
E procurar atalho, seu)

O Teixeira tu não te mete
Fazer o que o 'Freita' faz
Tu nem deves de chegar
Perto desses animais
Pode alguma Sucuri
Te laçá e te engoli
Tu abre o olho rapaz
Já na entrada tu cai
Depois o senhor não sai
Nem por diante e nem por trás
(Não te mete Teixeira!)

Tu deixa pra o Gildo Freita
Que é de raça destemida
E a minha carne por cobra
Ainda não foi mordida
Coragem eu tenho de sobra
Não é a primeira cobra
Que eu já deixei sem vida
Eu não sou o Teixeirinha
Que enxerga qualquer cobrinha
Corre fazendo larida

E agora Teixeirinha
Vou botar banca pra ti
Se na outra encarnação
Você vier cobra praqui
Não venha com idéia louca
Piando e abrindo a boca
Pensando de me engoli

Tu abrindo a boca eu entro
Mas vou de espora pra dentro
Que é só pra judiar de ti
E de depois que eu te judiei
Eu vou sair por donde entrei
Que é pra ver o povo rir

Abre el chico de los ojos

(Teixeira está diciendo que cuando maté a una boa
Entré por la boca de la serpiente y
Sal por ahí ni siquiera sabes dónde tu)

Esta historia de la Jiboya
Que Teixeira ha dicho
Que la boa me tragó
Pero no fue por descuidado
Ella se abrió y yo salté
Luego llegué al centro
Para descansar un poco
Pero al mismo tiempo
Ella se abrió. Salté
Pero en el mismo lado

(Conmigo no tengo este negocio de entrar en picadura
Y busque atajo, usted)

Teixeira no te interpongas en el camino
Haz lo que 'Freita' hace
Ni siquiera deberías llegar allí
Cerca de estos animales
¿Puede alguna rama
alargar usted y yo te tragué
Abre el ojo, muchacho
Ya en la entrada te caes
Entonces no te vas
Ni por delante ni por detrás
(¡No te entrometas Teixeira!)

Se lo dejas a Gildo Freita
¿Quién es de una raza valiente?
Y mi carne por serpiente
Aún no lo han mordido
Valor que tengo que perdonar
No es la primera serpiente
Que he dejado sin vida
Yo no soy Tejo
¿Quién ve cualquier pequeña serpiente
Corre junto con larida

Y ahora Teixeirinha
Te defenderé
Si en la otra encarnación
Ven aquí, serpiente
No se te ocurre una idea loca
Saltando y abriendo la boca
Pensando en tragarme

Abre la boca, entraré
Pero voy a entrar
Eso es sólo para sacarte del camino
Y después de que te jodí
Voy a salir por donde entré
Eso es para ver a la gente reír

Escrita por: Gildo De Freitas