395px

Plenas Penas

Gilnei Lucas

Plenas Penas

Tantos dias, tantas horas
Que teimaram em passar
Toda estrada que me leva
Para nunca mais te olhar.

Poesia, meio dia
Nunca é tarde pra calar.
Pois assim como eu te desespero
Tenho medo de mudar

Nunca mais correr teu risco
Nunca mais te desenhar
Nunca mais letra corrida
Para me declarar

Volta ele no meu passo
É o passado e vem lembrar
Tantas flores na janela
Tanto vento pra embalar

Teus cabelos,
cachos negros.
Teu penteado trivial.

Tuas mãos a plenas penas...
Pelo menos...
Não me tenta mais!

Eu não tento!
Não te odeio!
Só não posso te esperar.

Pois além
De cada instante
O tempo não vai parar

E passa tanto, tanto faz
Nunca é hora de lembrar
Teu sorriso, meu veneno,
Dose avulsa pra matar

De desejo
De saudade
De remorso
E de paixão.

Digo adeus que vou me embora,
Não me espere mais voltar.
Eu te amo, mas suporto,
Nunca mais te olhar...

Plenas Penas

Tantos días, tantas horas
Que se empeñaron en pasar
Todo camino que me lleva
Para nunca más mirarte.

Poesía, mediodía
Nunca es tarde para callar.
Pues así como te desespero
Tengo miedo de cambiar.

Nunca más correr tu riesgo
Nunca más dibujarte
Nunca más letra corrida
Para declararme.

Vuelve en mi paso
Es el pasado y viene a recordar
Tantas flores en la ventana
Tanto viento para arrullar.

Tus cabellos,
rizos negros.
Tu peinado trivial.

Tus manos a plenas penas...
Por lo menos...
¡No me tientes más!

¡Yo no intento!
¡No te odio!
Solo no puedo esperarte.

Pues además
de cada instante
El tiempo no se detendrá.

Y pasa tanto, tanto da
Nunca es hora de recordar
Tu sonrisa, mi veneno,
Dosis suelta para matar.

De deseo
de añoranza
de remordimiento
Y de pasión.

Digo adiós que me voy,
No me esperes más para volver.
Te amo, pero aguanto,
Nunca más mirarte...

Escrita por: Gilnei Lucas / Totonho Lisboa