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La pregunta

Gilvandro Filho

A Pergunta

Eu já nem sei onde começa
Eu já nem sei se tenho pressa
É tão difícil ter certeza
E o teu silêncio a me calar

Se é verdade ou se é mentira
O que em ti me desafia
A escuridão da incerteza
É um poço escuro a me afogar

Se te perder for o fim
Por que não recomeçar?
Se por teus olhos, chuva em mim
Ou por teu colo, fundo do meu mar

Não sei se é chegada a hora
Se permaneço ou vou embora
Se respiramos como antes
Ou nos devemos sufocar

Não sei se o fogo ainda queima
Ou se ainda teimo em entender
O que nem mesmo me perguntas
E eu te respondo sem falar

La pregunta

Ni siquiera sé dónde empieza
Ni siquiera sé si tengo prisa
Es tan difícil estar seguro
Y tu silencio me calló

Si es verdad o si es mentira
Lo que en ti me desafía
La oscuridad de la incertidumbre
Es un pozo oscuro que me ahoga

Si te pierdo es el final
¿Por qué no empezar de nuevo?
Si por tus ojos, llueve sobre mí
O en tu regazo, en el fondo de mi mar

No sé si ha llegado el momento
Si me quedo o me voy
Si respiramos como antes
¿O deberíamos asfixiarnos

No sé si el fuego sigue ardiendo
O si todavía entiendo obstinadamente
Lo que ni siquiera me preguntas
Y yo te respondo sin hablar

Escrita por: Françoise Hardy / Gilvandro Filho / Tuca