Budapeste
Quando o meu céu
Se abriu em dois
Juro pensei
Sonhar ao rir
Palavras que beijei
Amarras que soltei
Lugares que eu quis
E sem saber
Disse um adeus
A tudo aquilo que já quis
Segui no rio
Sem ver a foz
Remei tão inteira
Mas com as mãos
Afagos que não dei
Soluções que calei
E num clarão
Pude inventar
A língua nova que faltava
Ao meu coração
Budapest
Cuando mi cielo
Se abrió en dos
Juré que pensé
Soñar al reír
Palabras que besé
Ataduras que solté
Lugares que quise
Y sin saber
Dije adiós
A todo aquello que ya quise
Seguí en el río
Sin ver la desembocadura
Remé tan entera
Pero con las manos
Caricias que no di
Soluciones que callé
Y en un destello
Pude inventar
La lengua nueva que faltaba
A mi corazón