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Psicodelia del sertón

Gleison Túlio

Psicodelia do sertão

Ô seu dotô eu vim dizê para o sinhô
De onde vem esse meu canto esbraviado e faladô
Devera digo que se não andá comigo
Ocê vai corrê perigo de ficá estupiado
Um cabôco mal logrado e vai vê de antemão
A difamada moça Psicodelia do sertão

Ô seu dotô a coisa aqui é diferente
É d'um brilho indecente, o que vosmicê num tem
E eu bem que digo não ignorar partido
Reforçando o dito: LIBERTAS QUAE SERA TAMEN
Num currupio do meu grito elétrico
Sua mente boqueaberta vai aluciná
A samambaia que brota do meu verso
Não é digna de vai, se achegô pra proseá

Dê cá um rock com toque de carimbó
De maxixe e de forró seu menino seu rapaz
Dê cá um rock esticado que nem bodoque
Emancipado de reboque
Vindo de Minas Gerais

Psicodelia del sertón

Oh señor doctor, vengo a decirle a usted
De dónde viene este mi canto desenfrenado y hablado
Debo decir que si no viene conmigo
Usted correrá peligro de quedar estupefacto
Un hombre mal logrado y verá de antemano
A la difamada chica Psicodelia del sertón

Oh señor doctor, la cosa aquí es diferente
Es de un brillo indecente, lo que usted no tiene
Y yo bien digo no ignorar partido
Reforzando el dicho: LIBERTAS QUAE SERA TAMEN
En el torbellino de mi grito eléctrico
Su mente boquiabierta va a alucinar
La samambaia que brota de mi verso
No es digna de irse, se acercó para conversar

Dame un rock con toque de carimbó
De maxixe y de forró, su muchacho, su chico
Dame un rock estirado como una honda
Emancipado del remolque
Viniendo de Minas Gerais

Escrita por: Gleison Tulio