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La Voz de Brasil

Gog

A Voz do Brasil

Todos em frente! Todos ao ataque!
É chegada a hora de mostrá-los que nós somos
E dizermos de uma vez!
Nós estamos vivos, cremos nisso
Não seremos eternos submissos!
A fórmula pra vencer não inclui o sucesso
Eu sei, o fracasso começa com uma dose de descaso
Esse não pode ser o nosso caso
Então
Alfabetização! Alimentação! Habitação!
Dignidade! Igualdade! Seriedade!
Todos em frente! Todos ao ataque!
Só assim nossos direitos se tornarão realidade
- E enquanto isso, o que eles fazem?
E tudo acaba em samba
Será que nossos problemas acabaram?
- Veja a resposta!

Assassinato sem morte
Trocando ideias, já perdemos altas horas de sono
Tentando encontrar uma saída pacífica
Pra uma das maiores injustiças
O abandono!
Vai, me diz: Como se pode exigir algo
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Desses peregrinos?
Verdadeiros inquilinos das ruas
Que pagam um preço muito alto por esse aluguel!
Se conheceram ali, e confusos, esses marujos
Se descobrem em um barco furado
E, cansados de sofrer, sem saber o porquê
Se perguntam
- Me diz, me diz, o que foi que eu fiz?
Por que estou aqui?
Eu sei, sou prisioneiro, mas que crime
Que eu cometi?
Querem me eliminar
Por todos os lados, vejo estampada a indiferença
A compaixão
Por que será?
E suas perguntas seguem sem respostas
Descobrem, com o tempo
Que as mesmas punhaladas que, hoje, recebem
Também foram dadas sem piedade em seus pais
É demais!
Carregando a cruz sempre pesada
E, mesmo sem cometer falhas, são considerados
Suspeitos!
Suspeitos, que nada
Culpados!
A pobreza, a indigência são carmas com os quais
O sistema psicopata, que queima, que aniquila
Que mata
Não sabe conviver
Não nos peça calma, ironia, você jogou todos nessa
Sua mente fraca, diabólica, só não contava com
Nossa revolta
Nossa volta por cima
- Não nos peça perdão, não vamos perdoar
Pegou pesado, meu caro, pegou pesado
Pegou pesado, meu caro, pegou pesado
Se liga, o clima agora é tensão
Vamos engavetar o mandachuva, o pistolão
Traíras estão na mira, e nossa ira não é só
Pressão
Só que por sorte desses capachos será
Assassinato sem morte!
129
Vamos apagá-los... Com o nosso raciocínio
Quem diria tamanho atrevimento de uma raça
Que eles sempre consideraram de símios!
_Sub-raça!
Subalternos, eternos otários, pode crê
Sempre foi um escracho
A maneira pela qual nossos valores foram
Roubados
Deturpados!
Os livros raramente contam os verdadeiros fatos
A história é maquiada e maldosamente criada
Para nos incriminar, denegrir nossa imagem
É assim que trabalha o capitalismo selvagem
Direitos elementares, alimentares
Pasmem!
Na cara dura, negados, o pão de cada dia, na
Sarjeta
Uma gorjeta dada com a pior das intenções
Não para matar a fome
Mas, sim, na dose exata. Para nos manter
Esfomeados
Dependentes dos barões, dos poderosos chefões
Pelegos!
Vamos devolver-lhes o presente de grego
Se liga, agora, véi, sai de baixo!
Você não se tocou, se ferrou, seu campo tá todo
Minado!
Francamente, não somos fracos
Seu erro foi desprezar o adversário
Somos francos atiradores
Perturbando suas últimas horas!
O ataque maciço prossegue!
Uma página na história se escreve!
Sobre o mau político
- Por que você não some daqui?
Acho bom você abrir
Ninguém mais quer te ouvir
Vá!
Antes que alguém te apague
Evite seu próprio massacre
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Você nunca foi a cura
Pelo contrário, eterna doença
A causa de toda essa encrenca
Vá!
Nos deixe em paz!
Falo em nome dos pobres, mendigos
Prostitutas do cais do porto
Onde prolifera o aborto
Não! Não!
O Brasil não está morto!
Se manda com a grana roubada
Eu falo de alma lavada
Você não é você
Você é simplesmente isso
É sujo
É podre!
É lixo!
E suas perguntas seguem sem respostas!
- É demais! É demais!
Subalternos, eternos otários!
- É demais! É demais!
O pão de cada dia, na sarjeta
Uma gorjeta dada com a pior das intenções!
- É demais! É demais!
Se você ouviu, gostou, botou fé
Se você ouviu, gostou, botou fé
Se você ouviu, gostou, botou fé
Estamos juntos pro que der e vier!

La Voz de Brasil

Todos adelante! Todos al ataque!
Ha llegado el momento de mostrarles que nosotros somos
Y decirlo de una vez!
Estamos vivos, creemos en eso
No seremos eternamente sumisos!
La fórmula para ganar no incluye el éxito
Yo sé, el fracaso comienza con una dosis de descuido
Eso no puede ser nuestro caso
Entonces
Alfabetización! Alimentación! Vivienda!
Dignidad! Igualdad! Seriedad!
Todos adelante! Todos al ataque!
Solo así nuestros derechos se harán realidad
- Y mientras tanto, ¿qué hacen ellos?
Y todo termina en samba
¿Será que nuestros problemas han terminado?
- ¡Mira la respuesta!

Asesinato sin muerte
Intercambiando ideas, ya perdimos altas horas de sueño
Tratando de encontrar una salida pacífica
Para una de las mayores injusticias
¡El abandono!
Dime, ¿cómo se puede exigir algo
De estos peregrinos?
Verdaderos inquilinos de las calles
Que pagan un precio muy alto por este alquiler!
Se conocieron allí, y confundidos, estos marineros
Se descubren en un barco agujereado
Y, cansados de sufrir, sin saber por qué
Se preguntan
- Dime, dime, ¿qué hice?
¿Por qué estoy aquí?
Yo sé, soy prisionero, pero ¿qué crimen
He cometido?
Quieren eliminarme
Por todos lados, veo estampada la indiferencia
La compasión
¿Por qué será?
Y sus preguntas siguen sin respuestas
Descubren, con el tiempo
Que las mismas puñaladas que, hoy, reciben
También fueron dadas sin piedad en sus padres
¡Es demasiado!
Cargando la cruz siempre pesada
Y, aunque no cometan errores, son considerados
¡Sospechosos!
¡Sospechosos, que nada
¡Culpables!
La pobreza, la indigencia son cargas con las cuales
El sistema psicópata, que quema, que aniquila
Que mata
No sabe convivir
No nos pidas calma, ironía, tú metiste a todos en esto
Tu mente débil, diabólica, simplemente no contaba con
Nuestra revuelta
Nuestra vuelta por arriba
- No nos pidas perdón, no vamos a perdonar
Te pasaste de la raya, amigo, te pasaste de la raya
Te pasaste de la raya, amigo, te pasaste de la raya
Pilas, el ambiente ahora es tenso
Vamos a deshacernos de ellos... Con nuestro razonamiento
¿Quién diría tal atrevimiento de una raza
Que siempre consideraron simiesca!
_Sub-raza!
Subalternos, eternos tontos, créeme
Siempre fue un desastre
La forma en que nuestros valores fueron
Robados
¡Distorsionados!
Los libros raramente cuentan los verdaderos hechos
La historia es maquillada y maliciosamente creada
Para incriminarnos, denigrar nuestra imagen
Así es como trabaja el capitalismo salvaje
¡Derechos elementales, alimentarios
¡Qué sorpresa!
En tu cara, negados, el pan de cada día, en la
Acera
Una propina dada con las peores intenciones
No para matar el hambre
Sino, en la dosis exacta. Para mantenernos
Hambrientos
Dependientes de los barones, de los poderosos jefes
Pelegos!
Vamos a devolverles el regalo envenenado
Pilas, ahora, viejo, ¡aléjate!
No te diste cuenta, te jodiste, tu campo está lleno
De minas!
Francamente, no somos débiles
Tu error fue menospreciar al adversario
Somos francotiradores francos
¡Perturbando tus últimas horas!
¡El ataque masivo continúa!
¡Una página en la historia se escribe!
Sobre el mal político
- ¿Por qué no te largas de aquí?
Es mejor que te vayas
Nadie más quiere escucharte
¡Vete!
Antes de que alguien te borre
Evita tu propia masacre
Nunca fuiste la cura
Por el contrario, eterna enfermedad
La causa de todo este lío
¡Vete!
¡Déjanos en paz!
Hablo en nombre de los pobres, mendigos
Prostitutas del muelle del puerto
Donde prolifera el aborto
¡No! ¡No!
¡Brasil no está muerto!
Vete con el dinero robado
Hablo con el alma lavada
Tú no eres tú
Simplemente eres eso
Eres sucio
Eres podrido!
¡Eres basura!
¡Y sus preguntas siguen sin respuestas!
- ¡Es demasiado! ¡Es demasiado!
Subalternos, eternos tontos!
- ¡Es demasiado! ¡Es demasiado!
El pan de cada día, en la acera
Una propina dada con las peores intenciones!
- ¡Es demasiado! ¡Es demasiado!
Si escuchaste, te gustó, creíste
Si escuchaste, te gustó, creíste
Si escuchaste, te gustó, creíste
¡Estamos juntos pase lo que pase!

Escrita por: G.O.G