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Tuve una vida, la dejé

Gonçalo Salgueiro

Tive Uma Vida Deixei-a

Sou filho da Lua cheia
Do Sol um filho bastardo
Tive uma vida, deixei-a
Por nunca ter sido amado

Sou como o mar selvagem
Que tudo mata e destrói
Por não encontrar coragem
De aceitar o que me dói

Sou do fogo a chama
Sou o vento, o tudo, o nada
Sou o abismo que brama
Tua ausência prolongada

Sou alma que flameja
Sedenta da vingança
A boca que ninguém beija
A voz que não te alcança

Sou o fumo da candeia
Que se extingue neste fado
Tive uma vida, deixei-a
Por nunca ter sido amado

Tuve una vida, la dejé

Soy hijo de la Luna llena
Del Sol un hijo bastardo
Tuve una vida, la dejé
Por nunca haber sido amado

Soy como el mar salvaje
Que todo mata y destruye
Por no encontrar coraje
De aceptar lo que me duele

Soy de fuego la llama
Soy el viento, el todo, el nada
Soy el abismo que brama
Tu ausencia prolongada

Soy alma que arde
Sedienta de venganza
La boca que nadie besa
La voz que no te alcanza

Soy el humo de la candela
Que se extingue en este destino
Tuve una vida, la dejé
Por nunca haber sido amado

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