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No soy de nada

Gordurinha

Não Sou de Nada

De fato eu sou do nordeste
Sou cabra da peste
Castigo legal meu baião
Eu tenho um cranio achatado
Sotaque arrastado
Nasci no sertão
Acontece que eu sou diferente
De toda essa gente não sou valentão
Não sou de briga não conto vantagem
Não tenho coragem de dar num anão

Não uso peixeira e nem faço arruaça
Não tomo cachaça e nem acabo o forró
Não sei dar pernada nem rabo de arraia
Só um navalha pra raspar meu gogó
Se pisa o meu calo eu não digo nada
Ate dou risada para o cidadão
Pra encurtar conversa olha aqui meu camarada
Te juro não sou de nada só canto baião

Ai, ai, ai o velho meu pai sempre me dizia
Toma cuidado vagabundo não tem vez
Olha que estupidez não é valentia

No soy de nada

De hecho, soy del noreste
Soy un tipo rudo
Mi baión es un castigo legal
Tengo la cabeza achatada
Con un acento arrastrado
Nací en el sertón
Resulta que soy diferente
De toda esa gente, no soy bravucón
No busco peleas, no presumo
No tengo el coraje para golpear a un enano

No uso cuchillo ni armo alboroto
No bebo aguardiente ni arruino el forró
No sé dar patadas ni cola de raya
Solo una navaja para raspar mi garganta
Si me pisan el callo, no digo nada
Incluso me río para el ciudadano
Para abreviar la conversación, mira aquí, amigo mío
Te juro que no soy de nada, solo canto baión

Ay, ay, ay, mi viejo siempre me decía
Ten cuidado, los vagos no tienen oportunidad
Mira qué estupidez, no es valentía

Escrita por: Gordurinha / Valter Silva