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Cantos de Desamor

Graco

Pelos Cantos

Sei que ninguém parte as flores
Ou um girassol plantado em seu segredo
Que ninguém desanda o norte
Ou te pede a mão para reter o medo
Guardo calado no peito
Um anjo semi-morto que vive sozinho
E que tece as horas tristes
Mas semeia os ventos da eterna aurora
Estou só, não quero risos secos

Não quero nem amar
Não quero nada que me dê a desventura
De chorar pelos cantos
E de pisar a lama
A lama do desgosto
Não quero nem sonhar
Não vou queimar as minhas mãos nas cinzas
Do que restou de mim

Cantos de Desamor

Sé que nadie parte las flores
O un girasol plantado en su secreto
Que nadie desanda el norte
O te pide la mano para retener el miedo
Guardo callado en el pecho
Un ángel semi-muerto que vive solo
Y que teje las horas tristes
Pero siembra los vientos de la eterna aurora
Estoy solo, no quiero risas secas

No quiero ni amar
No quiero nada que me traiga desventura
De llorar por los rincones
Y de pisar el barro
El barro del desamor
No quiero ni soñar
No voy a quemar mis manos en las cenizas
De lo que quedó de mí

Escrita por: Graco