Samba Enredo 1972 - Rio Grande do Sul, na festa do preto forro
O negro na senzala cruciante
Olhando o céu pedia a todo instante
Em seu canto e lamentos de saudade
Apenas uma coisa, liberdade
Na região denominada Preto Forro
Lá na Serra do Mateus
Na Boca do Mato
Todo negro dono de sua liberdade
Na maior felicidade
Se dirigia para lá
Reunidos davam inicio à festança
Com pandeiros, tamborins, xexeréis e ganzás
Oeô, oea
Saravá meu povo
E salve todos os Orixás
Sob o clarão da lua
E o fogo do lampião
A capoeira era jogada
Sempre ao som de um refrão
"Você me chamou de moleque
... Moleque é tu"
Rio Grande do Sul
Seu folclore sua gente
Também participaram
Desta festa diferente
Oeô, oea
Saravá meu povo
E salve todos os Orixás
Samba Enredo 1972 - Rio Grande do Sul, beim Fest des Schwarzen Forro
Der Schwarze in der Sklavenunterkunft
Schaute zum Himmel und bat ständig
In seinem Gesang und Klagen der Sehnsucht
Nur um eine Sache, Freiheit
In der Region, die man Schwarzer Forro nennt
Dort in der Serra do Mateus
In der Boca do Mato
Jeder Schwarze, der seine Freiheit besaß
In größtem Glück
Machte sich auf den Weg dorthin
Versammelt begannen sie das Fest
Mit Tamburinen, Trommeln, Rasseln und Gongs
Oeô, oea
Saravá mein Volk
Und Heil den Orixás
Unter dem Licht des Mondes
Und dem Feuer der Laterne
Wurde Capoeira gespielt
Immer zum Klang eines Refrains
"Du hast mich Bursche genannt
... Bursche bist du"
Rio Grande do Sul
Sein Folklore, sein Volk
Nahm auch teil
An diesem besonderen Fest
Oeô, oea
Saravá mein Volk
Und Heil den Orixás