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Inquietudes (Viviendo al Azar de Dios)

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Desassossegos (Vivendo a Deus Dará)

Vê se me aquece essa noite
Que lá fora caiu geada
Deixei no rancho o meu poncho
Quando vim pr'essa jornada
Na garupa do meu pingo
Eu encilhei o meu destino
De correr atrás da sorte
A qual eu busco em desatino

Nesse gauderiar andejo
Deixei léguas de saudades
Percorri mil horizontes
Há buscar felicidades
Quando a vida corcoveia
Eu sigo ao rumo da sorte
Que é quem sempre me acompanha
E com quem tenho um laço forte

Andei, corri, vaguei
Por muito além dos horizontes
Nesta estampa dei rédeas
Fui beber água na fonte
Encontrei mil espinhos
Procurando caminhos

Nem sempre andei a esmo
Já fui o dono da estância
Foi como as tropas de osso
Que tive na minha infância
Num destino mal domado
Fui vivendo a Deus dará
Sofrenei desassossegos
Vendo a tropilha acabar

Andei, corri, vaguei
Por muito além dos horizontes
Nessa estampa dei rédeas
Fui beber água da fonte
Encontrei mil espinhos
Procurando carinhos

Inquietudes (Viviendo al Azar de Dios)

A ver si me calientas esta noche
Que afuera cayó helada
Dejé en el rancho mi poncho
Cuando vine a este viaje
En la grupa de mi caballo
Ensillé mi destino
Corriendo tras la suerte
Que busco desesperadamente

En este vaivén errante
Dejé leguas de añoranzas
Recorrí mil horizontes
Buscando felicidades
Cuando la vida se encabrita
Sigo el rumbo de la suerte
Que siempre me acompaña
Y con la que tengo un lazo fuerte

Caminé, corrí, vagué
Mucho más allá de los horizontes
En esta estampa solté las riendas
Fui a beber agua de la fuente
Encontré mil espinas
Buscando caminos

No siempre anduve sin rumbo
Ya fui dueño del rancho
Fue como los rebaños de hueso
Que tuve en mi infancia
En un destino mal domado
Viví al azar de Dios
Sufriendo inquietudes
Viendo el rebaño acabar

Caminé, corrí, vagué
Mucho más allá de los horizontes
En esta estampa solté las riendas
Fui a beber agua de la fuente
Encontré mil espinas
Buscando cariños

Escrita por: Joni Marcos Fagundes da Silva