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Choses de la Vie

Grupo Arco-Íris

Coisas da Vida

Um dia, de repente, eu fiz dezoito anos,
Fiz as minhas trouxas juntei os meus panos.
Minha mãe não chora que eu vou pra cidade,
Vou juntar dinheiro e felicidade.
E assim eu chego nessa terra preta
Com esses edifícios, todos esses carros.
Essa moça, moça que me olha tanto

Eu não sei bem disso, o amor é que eu quero.
Um dia, de repente, eu fiz cinquenta anos,
Não tinha mais trouxa, tudo foi engano.
Não tenho quem me escora aqui nessa cidade,
Não juntei dinheiro, nem felicidade.
E agora eu vejo os meus filhos falando
Uma porção de coisas e não entendo nada

Cada um só pensa, pensa em si mesmo,
Em suas amizades e sua namorada.
Um conselho eu dou pra esses moços todos
Que vivem na fazenda, fosse vocês não vinha.
Minha mulher me chama agora na cozinha,
Mas que saudade eu tenho da minha terrinha,
Eu volto lá, itajubá
Eu volto lá, itajubá

Choses de la Vie

Un jour, tout à coup, j'ai eu dix-huit ans,
J'ai fait mes valises, j'ai pris mes affaires.
Ma mère ne pleure pas, je pars pour la ville,
Je vais gagner de l'argent et du bonheur.
Et ainsi j'arrive dans cette terre noire
Avec ces immeubles, toutes ces voitures.
Cette fille, la fille qui me regarde tant

Je ne sais pas trop, c'est l'amour que je veux.
Un jour, tout à coup, j'ai eu cinquante ans,
Je n'avais plus de valises, tout n'était que mensonge.
Je n'ai personne pour me soutenir ici dans cette ville,
Je n'ai pas gagné d'argent, ni de bonheur.
Et maintenant je vois mes enfants parler
Une tonne de choses et je ne comprends rien.

Chacun ne pense qu'à lui-même,
À ses amis et à sa copine.
Un conseil que je donne à tous ces jeunes
Qui vivent à la ferme, si j'étais vous, je ne viendrais pas.
Ma femme m'appelle maintenant dans la cuisine,
Mais que de nostalgie j'ai pour ma terre natale,
Je retourne là-bas, Itajubá
Je retourne là-bas, Itajubá

Escrita por: Arnaldo Sacomani