Seu eu te disser que os meus arreios
Só não fiz o freio e o par de estribo
Um pouco é coisa de improviso
E um outro tanto é folga
Das mi’as campereadas
E não passa nada
Não são pra bonito!
Se a vida vem pedindo garra
E eu tô mal de cavalo
Eu não me abalo
Pois aprendi com a Lua
Que a vida muda de fase
A cada canto de galo
E eu não me abalo
E eu não me abalo
Por isso é que paro e penso
Pra lembrar que o tempo
Não tem muito tempo pra me dar
E desempacha
Que a vida passa
E não volta mais
Não vou querer gastar o tempo
Com aquilo que deixei pra trás
Que a vida bem daqui pra frente
É caminhar no más!