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Romance da Canha Branca

Grupo Carqueja

Num golpe trago e bolicho
Pra chaira do coração
Pois ontem fiz do balcão
Remédio pra um mal cambicho

Despacito e sem pudor
Bebi a saudade estendida
Pela gambeta que a vida
Pregou-me qual beija-flor

Devagar tento por tento
Desatando até a retranca
Foi assim que a canha branca
Trabalhou meu pensamento
Foi assim que a canha branca
Trabalhou meu pensamento

Olhei pra um canto da sala
E alí enxerguei minha dona
Bem pilchada e querendona
Uma cordeona e um gaiteiro
Que esparrou a intenção
Quando assoprou um rasguido
Pro amor e eu de braço erguido
Sair cortando o salão

Na cena um quadro bonito
E ao levantar a cabeça
Por invento que pareça
Me achei bailando solito

Sem a dona sem cordeona
E muito menos gaiteiro
Apenas o bolicheiro
E a verdade vindo a tona

Adelante o corredor
Bombacha bajo en la anca
No bolso, outra canha branca
E a fama de dançador!
No bolso, outra canha branca
E a fama de dançador!

Olhei pra um canto da sala
E alí enxerguei minha dona
Bem pilchada e querendona
Uma cordeona e um gaiteiro
Que esparrou a intenção
Quando assoprou um rasguido
Pro amor e eu de braço erguido
Sair cortando o salão

Mas pouco me importa a pua
O fato é que por alguns instantes
Voltei ao tempo de antes
Tive nos braços minha xirua

Escrita por: Robson Garcia, Jorge Modesto