395px

Balangandans

Grupo Fato

É justo para se lamentar
A gente abrir mão de segundos preciosos
Que talvez nos trouxessem direto
Um pro outro

É justo que um pote de ouro
Venha ao seu encontro (e ao meu)
E desencadeie pânico, paralisação, desastres, desculpas?

É justo te dar um beijo na boca
À margem da testa, da fala e da escrita
De uma represa, uma festa?

É justo permitir que uma palavra desgovernada deixe minha boca
E aumente minha resistência a você?

Se uma pessoa só é uma maquina só
Se ela (provavelmente)
Canta, dança, pensa, treme aflita

Não será que tem respostas
Nas pontas dos dedos
Dados, balangandans no pensamento
Que costumem nos acompanhar?

Escrita por: Maurício Pereira