Varrer da vida a verdade que é mais fácil seguir
Velocidade não me impede de olhar pra trás
Os pés descalços tropeçando sem pestanejar
A mão no peito, um furo certo, vou me retirar
Varrer sempre, varrer muito, varrer sem pensar
Varrer o vaso, a vitrine, na grande angular
Pegar o moço varrendo, visando limpar
A montoeira de canseira que de tanto guardar
Virou pó, virou passado, virou caminhão lotado
Esperando que alguém venha esvaziar
Virou mato, ratoeira, virou mesa sem cadeira
E assim, dessa maneira, não dá pra descansar
Virou pó, virou passado, virou caminhão lotado
Esperando que alguém venha esvaziar
Veja só, quanta sujeira, será que varrendo muito
Caminhão traz coisa nova pra gente guardar?