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Valadares

Grupo Fato

No tempo em que seria feito
O que tivesse sido dito
Pelas vozes búlgaras
Trazidas pelo ar

E o som
Do oco chão batido de madeira
Fosse aqui de valadares
Com tamanco e agogô

De grão em grão
Toda rabeca de gramani
Enchesse a vida de carinho
E algo mais

Caruaru trouxesse pífanos de luz
Pra roda viva
E aí, quem sabe
Houvesse um mar, um Sol e um blues

De toda a coisa do mundo
Do fim do fosso, do fundo
Francisco, o santo ou o Mendes
O rio ou outro qualquer

Um olho, um brilho, uma trilha
De um novo homem sem rumo
A candelária em janeiro
E a gente cega de fé

Se após o começo
Houver um meio sem fim
Que seja um ponto no escuro
Um carma, um ato, um amor

Uma criança, um futuro
Um homem agora com rumo
O que fará nosso sonho
Trocar o não pelo
Sim?

Escrita por: Ulisses Galetto