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Trancão de livramento

Grupo Minuano

Trancão de livramento

Passei o mês em campanha desbocando aporreado
Laçando terneiro pampa e ajeitando os alambrado
Penso em até mudar de vida, me acomodar no povoeiro
Pegar uma moça direita pra deixar de ser solteiro
Escutei de relancina falarem de uma potreada
De um bailito à moda antiga, uma junção de gauchada
Esqueci do meu descanso e as canseiras de amuntá
Não sei se deixo essa vida ou se ainda dá pra levar

Nas campeiradas e gineteadas eu ando louco pra me enfiá
Num trancão de livramento eu ando louco pra dançar
E eu vou pegar uma morena cinturada que me agrada na vaneira
E num trancão bem fronteiriço eu vou macio sem fazer poeira
a noite inteira

"Vi" dizer que na fronteira se dança de pé trocado
E eu preciso de um chacoalho que não seja o do aporreado
Vou deixar o pingo baio palanquiado lá fora
Vou me enfiar salão a dentro riscando o soalho de sola
Eu não quero nem saber se vão me mandar parar
Vou me agarrar numa morena e ninguém vai me desgrudar
e vou levando pentiadito que na dança sou bocão
dando bote "pros" dois lados "chacoaiando" num trancão

Trancão de livramento

Pasé el mes en campaña desbocando aporreado
Atando ternero en la pampa y arreglando los alambrados
Pienso incluso en cambiar de vida, acomodarme en el poblado
Agarrar una chica derecha para dejar de ser soltero
Escuché de relancina hablar de una potreada
De un baile a la antigua, una reunión de gauchos
Olvidé mi descanso y las fatigas de montar
No sé si dejo esta vida o si aún puedo llevarla

En las jineteadas y fiestas camperas estoy loco por meterme
En un trancão de livramento estoy loco por bailar
Y voy a agarrar a una morena cinturada que me gusta en la vaneira
Y en un trancão bien fronterizo voy suave sin levantar polvo
toda la noche

He oído decir que en la frontera se baila de pie cambiado
Y necesito un sacudón que no sea el del aporreado
Voy a dejar el caballo atado afuera
Voy a entrar al salón marcando el suelo con la suela
No me importa si me dicen que pare
Voy a agarrarme a una morena y nadie me va a soltar
y voy llevando el paso que en el baile soy un maestro
dando pasos a ambos lados sacudiendo en un trancão

Escrita por: Ibere Martins / Marcio Correa