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Retrato de la Rusticidad

Grupo Q'momento Nativo

Retrato da Grossura

Eu sou bagual, eu sou bagual
Venho lá da Bossoroca
Fui parido de a cavalo
Criado pelas biboca
O meu pai era Juvêncio
Minha mãe dona Miloca
Eu sou filho do xucrismo
Estou saindo da toca

Eu sou bagual, eu sou bagual
Maneia não me segura
Sou crioulo dessa terra
Sou retrato da grossura

Eu sou bagual, eu sou bagual
Ando sempre bem pilchado
Chapéu grande aba larga
E o lenço é Colorado
Guaiaca de couro cru
E o trinta dependurado
As botas garrão de potro
E o pala velho listrado

Eu sou bagual, eu sou bagual
Mamei em teto de vaca
Queixo duro e teimoso
Que nem burro quando empaca
Quando chego no fandango
Na porta ninguém me ataca
Bebo e danço a noite inteira
Não dou bola pra ressaca

Eu sou bagual, eu sou bagual
Maneia não me segura
Sou crioulo dessa terra
Sou retrato da grossura

Eu sou bagual, eu sou bagual
Não conheço celular
Me dou bem com todo mundo
Sou até bem popular
Na lida sou bem campeiro
No namoro sem igual
Meu negócio é frente a frente
Não tem nada de virtual

Retrato de la Rusticidad

Soy rudo, soy rudo
Vengo de Bossoroca
Nací a caballo
Criado por los ranchos
Mi padre era Juvêncio
Mi madre doña Miloca
Soy hijo del campo
Estoy saliendo de la madriguera

Soy rudo, soy rudo
No me manejes, no me contengas
Soy criollo de esta tierra
Soy retrato de la rusticidad

Soy rudo, soy rudo
Siempre visto a la moda gaucha
Sombrero grande, ala ancha
Y el pañuelo es Colorado
Riñonera de cuero crudo
Y el cuchillo colgado
Las botas de potro
Y el poncho viejo a rayas

Soy rudo, soy rudo
Chupé en el techo de una vaca
Mandíbula dura y terca
Como un burro cuando se empaca
Cuando llego al baile
En la puerta nadie me ataca
Bebo y bailo toda la noche
No le doy importancia a la resaca

Soy rudo, soy rudo
No conozco el celular
Me llevo bien con todos
Soy bastante popular
En el trabajo soy muy campero
En el amor sin igual
Mi negocio es cara a cara
No hay nada virtual

Escrita por: Edison Rodrigues Araujo / Waldir Giovanini