Vamo que vamo, upa, upa, meu cavalo
De pala a pala eu te amanso pro arreio
Bota no más, o peito n'água que dá val
Te cago a pau ou não me chamo mango feio
Boleio a parna num cavalo caborteiro
Meu companheiro de trabalho e de bochincho
Sou meio xucro e ele sabe do meu jeito
Se abro o peito, corcoveia num relincho
O analista de Bagé usa relhaço
Ele é de aço, temperado noutra forja
Eu a mangaço tiro chispa do tinhoso
Sou o famoso mango feio de São Borja
Eu a mangaço tiro chispa do tinhoso
Sou o famoso mango feio de São Borja
Vamo que vamo, upa, upa, meu cavalo
De pala a pala eu te amanso pro arreio
Bota no más, o peito n'água que dá val
Te cago a pau ou não me chamo mango feio
Vamo que vamo, upa, upa, meu cavalo
De pala a pala eu te amanso pro arreio
Bota no más, o peito n'água que dá val
Te cago a pau ou não me chamo mango feio
Já foi picaço, meu cavalo, no passado
Atordilhado das geadas dos invernos
Tem tanta balda, que se Deus achar pecado
Eu vou montado nesse bicho pro inferno
Eu sei que os corvos tão de olho no tordilho
Que trato a milho e pastoreio na flechilha
Mas meu cavalo sempre tem ração no cocho
E aquilo roxo bem no meio da virilha
Mas meu cavalo sempre tem ração no cocho
E aquilo roxo bem no meio da virilha
Vamo que vamo, upa, upa, meu cavalo
De pala a pala eu te amanso pro arreio
Bota no más, o peito n'água que dá val
Te cago a pau ou não me chamo mango feio
Vamo que vamo, upa, upa, meu cavalo
De pala a pala eu te amanso pro arreio
Bota no más, o peito n'água que dá val
Te cago a pau ou não me chamo mango feio
Bota no más, o peito n'água que dá val
Te cago a pau ou não me chamo mango feio