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Na Manha do Ganso

Grupo Surungo

Uma vez numas carreiras pras bandas de Uruguaiana
Corria um cavalo preto com uma égua ruana
Eu joguei tudo que tinha na égua do João Pestana
O preto perdeu parado e eu por não ser afobado
Enchi o bolso de grana

Pois enquanto todos correm
Eu devagar não me canso
Vou seguindo despacito
Vou só na manha do ganso
Vou seguindo despacito
Vou só na manha do ganso

Me entreverei num fandango, bailanta de pelo duro
Um candeeiro num canto, a sala meio no escuro
O gaiteiro era um mulato, índio véio, queixo duro
E eu à minha maneira, dancei bugio e vanera
Devagar sem muito apuro

Pois enquanto todos correm
Eu devagar não me canso
Vou seguindo despacito
Vou só na manha do ganso
Vou seguindo despacito
Vou só na manha do ganso

Outra vez fui a um rodeio na estância dos Cambará
E num cavalo tordilho ninguém queria montar
Minha fama de ginete tinha chegado por lá
Na hora montei sorrindo, mas devagar fui caindo
Só pra não me machucar

Pois enquanto todos correm
Eu devagar não me canso
Vou seguindo despacito
Vou só na manha do ganso
Vou seguindo despacito
Vou só na manha do ganso

Escrita por: Celso Dornelles, Luiz Fernando Villela