Cordeona, prenda faceira, choromingona e manhosa
Que se requebra dengosa entre a carícia dos dedos
Te paras embodocada, a retoçar em meneios
Parindo ternos floreios retovados de segredos
Parindo ternos floreios retovados de segredos
Abre a gaita, espicha o fole
Puxa o baile a noite inteira
Não tem nada, não tem nada
No compasso da vanera
Abre a gaita, espicha o fole
Puxa o baile a noite inteira
Não tem nada, não tem nada
No compasso da vanera
Quando te desenrodilhas, como a pedir um abraço
A soltar notas no espaço, no lombo da quero-mana
Tirando brocas de cascos, e a cicatrizar basteiras
Lembra carpas de carreiras de antigos fins de semana
Tirando brocas de cascos, e a cicatrizar basteiras
Lembra carpas de carreiras de antigos fins de semana
Abre a gaita, espicha o fole
Puxa o baile a noite inteira
Não tem nada, não tem nada
No compasso da vanera
Abre a gaita, espicha o fole
Puxa o baile a noite inteira
Não tem nada, não tem nada
No compasso da vanera
Recordas bem os lompendo o alambrado dos desejos
Quando em tropilhas solvejos, no corredor das ileiras
Teu som paleteando a pampa, num contraponto a flechilha
Tem cheiro de maçanilha, mesclado a erva cidreira
Tem cheiro de maçanilha, mesclado a erva cidreira
Abre a gaita, espicha o fole
Puxa o baile a noite inteira
Não tem nada, não tem nada
No compasso da vanera
Abre a gaita, espicha o fole
Puxa o baile a noite inteira
Não tem nada, não tem nada
No compasso da vanera