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Quando a Tarde Cai

Grupo Surungo

Pendurei meu violão empoeirado
De saudade, de tristeza e solidão
Não sabia, mas havia pendurado
Na parede o meu próprio coração

Nos calamos, ele e eu quando partiste
Ficou tão triste nossa casa, meu amor
E a roseira mais bonita do canteiro
Morreu primeiro, debruçada sobre a flor
E a roseira mais bonita do canteiro
Morreu primeiro, debruçada sobre a flor

Ai, ai, quanta saudade
Quando a tarde cai, quando a tarde cai
Ai, ai, quanta saudade
Quando a tarde cai, quando a tarde cai

Por ironia, os intrusos passarinhos
Fizeram ninho lá no dojo do violão
Agora cantam no meu peito escancarado
Dependurado na parede do galpão

Canta, canta, passarinho intrometido
Empuleirado no violão agora teu
Canta, canta, passarinho, porque ele
Empoeirado de saudade emudeceu
Canta, canta, passarinho, porque ele
Empoeirado de saudade emudeceu

Ai, ai, quanta saudade
Quando a tarde cai, quando a tarde cai
Ai, ai, quanta saudade
Quando a tarde cai, quando a tarde cai

Ai, ai, quanta saudade
Quando a tarde cai, quando a tarde cai
Ai, ai, quanta saudade
Quando a tarde cai, quando a tarde cai

Escrita por: José Luiz Villela, Luiz Fernando Villela