395px

Faro

Guilherme Borré

Farol

A insensatez da minha alma
Me rebaixa ao chão, ao chão
Mas o furor do seu suspiro
Me recolhe em tuas mãos, tuas mãos
Seu calor derrete
Queima os dedos, inverte-me

Eu sei que quando enxuga as nuvens
Molho as plantas dos pés, meus pés
Porque não paro até o enfim descanso
Então se achegar, meu sétimo dia chegou

Eu preciso te ver

Quero um dia a mais
Pra notar a distancia
E a canção que eu lhe dei
Foi pra tentar ser menor

Olho no espelho e não encontro
Quem tem furos nas mãos, ai meu Deus
Sou tão pequeno e a porta
Além de ser estreita é menor
Meus joelhos refletem-me
Seus ensinos enchem-me

Até transbordar
Que eu reflita a luz
Que junte meu pó
Que o escuro acenda
Pois eu sou amor
Eu sou só amor
Eu sou do amor
E o amor é meu

Faro

La tontería de mi alma
Ponme al suelo, abajo al suelo
Pero la furia de su suspiro
Levántame en tus manos, tus manos
Tu calor se derrite
Quema tus dedos, voltéame

Sé que cuando se secan las nubes
Remoje las plantas de los pies, mis pies
Porque no me detengo hasta el final
Así que si vienes, mi séptimo día ha llegado

Necesito verte

Quiero un día extra
Para notar la distancia
Y la canción que te di
Era tratar de ser más pequeño

Me miro en el espejo y no puedo encontrar
Que tiene agujeros en sus manos, oh, Dios mío
Soy tan pequeña y la puerta
Además de ser estrecho es menor
Mis rodillas me reflejan
Tus enseñanzas me llenan

Hasta que se desborda
¿Puedo reflejar la luz?
Puedo recoger mi polvo
Que la luz oscura
Porque yo soy amor
Yo soy sólo amor
Yo soy de amor
Y el amor es mío

Escrita por: Guilherme Borré