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Ares, Disares, Hazards

Guilherme de Sá

Ares, Desares, Azares

Lamento
Por nossos lamentos
Que ferem tantos sentimentos
Do fel ao tenso perdimento
Fizeram do amor fragmento

Nada é eterno que não dure até amanhã
Se for pra sempre, cumpra-se o rito
Que perdure até de manhã

São ares, desares, azares
São díspares nossos olhares
Misturam enredo com medo
De nos perdermos num desarranjo

Nada é eterno que não dure até amanhã
Se for pra sempre, cumpra-se o rito
Que perdure até de manhã
Porque pressa demais
É atraso de menos
No tempo da nossa desrazão
Tudo é passageiro ao que nos escapa
Não se entristeça
Serei eu sua antemanhã

Se eu fosse pressa
Deveria aos poucos fugir
Mas por nós, veja
Sou paciência
Que sabe, sempre
Sempre estarei

Ares, Disares, Hazards

I lament
For our laments
That hurt so many feelings
From bitterness to tense loss
They made love a fragment

Nothing is eternal that doesn't last until tomorrow
If it's forever, fulfill the ritual
That lasts until morning

They are ares, disares, hazards
Our gazes are disparate
They mix plot with fear
Of losing ourselves in disarray

Nothing is eternal that doesn't last until tomorrow
If it's forever, fulfill the ritual
That lasts until morning
Because too much haste
Is too little delay
In the time of our irrationality
Everything is fleeting to what escapes us
Don't be sad
I will be your pre-dawn

If I were haste
I should gradually flee
But for us, see
I am patience
That knows, always
I will always be

Escrita por: Guilherme De Sá