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Dessetembro

Guilherme Pichinine

Dessetembro

Foi um contratempo decidir o que fazer
Com tudo o que insiste em ficar
A minha cabeça se espalhando pelo chão
Martelando o que insiste em estar

De mal contigo por um ano num segundo indiferente
É coisa da idade o tempo acelerar
É coisa de maluco não saber esperar

Se for pra ir além do que se espera de alguém
Que sempre só pensou em escapar
Que seja de mãos dadas com uma chuva diferente
Que não se satisfaça em apenas molhar

E lave o rosto todo sujo de anteontem
Quando o mês havia apenas começado
Eu acordei sem saber de que lado eu tô

E nesse ano e pelos próximos anos
Dessetembro a minha imagem num motivo simples pra pensar
E agora, então?

Dessetembro

Fue un contratiempo decidir qué hacer
Con todo lo que insiste en quedarse
Mi cabeza esparcida por el suelo
Martillando lo que insiste en estar

Enojado contigo por un año en un segundo indiferente
Es cosa de la edad acelerar el tiempo
Es de locos no saber esperar

Si es para ir más allá de lo que se espera de alguien
Que siempre solo pensó en escapar
Que sea de la mano con una lluvia diferente
Que no se conforme con solo mojar

Y lávate la cara toda sucia de anteayer
Cuando el mes apenas comenzaba
Desperté sin saber de qué lado estoy

Y en este año y en los próximos años
Dessetembro, mi imagen un motivo simple para pensar
¿Y ahora, qué?

Escrita por: Guilherme Pichinine