Eu sou a borboleta da ladeira Grapiúna
Vaga-lume da Boiúna
Araponga e estrada do Sapê
Eu sou um velho capenga
Que realenga no Catonho
Cafundó breu e medonho
Cara a cara com o demônio
Sou eu, ah sou eu, ah
Eu sou um velho sonso, lá do Campo dos Afonsos
Do Capem, do Cassino de Bangu
Esse menino
Sou eu
Marafo, encruzilhada, praça seca, devastada
Sem coreto e sem calçada
Abandonada
Sou eu
Camboatá, Turiaçu
Seu Marangá morreu
Restou pra mim
A Quiririm e o breu
Velho Crispim não me reconheceu
Ah seu serafim
Velho Crispim, sou eu
Eu sou moto-perpétuo
A galhofa da idade
Do Império da saudade
Velha guarda e mocidade
Sou eu, ah sou eu
Ah sou eu, ah sou eu
Vaga-lume da Boiúna
Sou eu
Ah