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Sopro

Gustavo Cerati

Bocanada

Cuando no hay más qué decirnos
Habla el humo, nada el humo
Y rema en espiral

Cuando no hay más qué decirnos
Se abren al aire vacíos
Que dos no pueden respirar

Para desvanecerse, alargando el después
Trayectoria sin final
Distante placer de una mirada frente a otra
Esfumándose

Cuando no hay más qué decirnos
Me hago uno con el humo
Serpenteando la razón

De todo aquello decidido
Se estira el tiempo y me olvido
Me olvido, como vos
Uh, en la espera, vagamos indiferentes
Por el espacio que dejó

Para desvanecerse, alargando el después
Una história sin final
Distante placer de una mirada frente a otra
Esfumándose

Sopro

Quando não temos mais o que dizer um ao outro
A fumaça fala, a fumaça nada
E rema em espiral

Quando não temos mais o que dizer um ao outro
Se abrem vazios no ar
Que duas pessoas não conseguem respirar

Para se desvanecer, prolongando o depois
Trajetória sem fim
Prazer distante de um olhar frente a outro
Se evaporando

Quando não temos mais o que dizer um ao outro
Eu me transformo em um com a fumaça
Serpenteando a razão

De tudo aquilo decidido
O tempo se estica e eu esqueço
Eu esqueço, como você
Uh, na espera, vagamos indiferentes
Pelo espaço que ficou

Para se desvanecer, prolongando o depois
Uma história sem fim
Prazer distante de um olhar frente a outro
Se evaporando

Escrita por: Gustavo Cerati / Eduardo Chaijale / Thijs van Leer