Angústia
Com o frio no meu corpo e esse dia cinzado
As mãos tão roxas sem você do lado
Eu penso em como ajeito, ou se deixo ferrado
Por mais que eu faça, sempre tem algo
Com todo desdenho
Eu sinto que não preciso de alguém
Pra me falar como estar bem
Por mais que as coisas entrem no eixo
Ou que deixem de existir
Peço que faça o seu melhor, que faça por mim
Por mais que eu entre no gelo
Ou que eu tente me arrumar
Pelos mals que eu quero apagar
Com todo desfecho
Eu sinto que não preciso de alguém
Pra me ensinar como estar bem
Por toda angústia que vê em mim
Ou o desejo de me acalmar
Derruba aos cantos pra me matar
E os dias não são calmos
Silenciados por nada, nada demais
Os dias não são calmos
Silenciados por nada, nada a mais
Angustia
Con el frío en mi cuerpo y este día gris
Las manos tan moradas sin ti a mi lado
Pienso en cómo arreglarlo, o si lo dejo arruinado
Por más que haga, siempre hay algo
Con todo desprecio
Siento que no necesito a nadie
Que me diga cómo estar bien
Por más que las cosas se pongan en su lugar
O que dejen de existir
Pido que hagas lo mejor, que lo hagas por mí
Por más que entre en el hielo
O que intente arreglarme
Por los males que quiero borrar
Con todo desenlace
Siento que no necesito a nadie
Que me enseñe cómo estar bien
Por toda la angustia que veo en mí
O el deseo de calmarme
Me arrastro por las esquinas para matarme
Y los días no son tranquilos
Silenciados por nada, nada en exceso
Los días no son tranquilos
Silenciados por nada, nada más
Escrita por: Gustavo Lices